BIOGRAFIA

divulgação/ana cecília acioli

 

"Jamais me imaginei fazendo outra coisa.
Nunca pensei em desistir".


Quando foi ouvido o primeiro choro do filho de Marlene, o pai, José Bonifácio, já imaginava que ali nascia um menino capaz de realizar seu sonho de infância: ser jogador de futebol. E, assim, em Osasco, no dia 12 de agosto de 1983, nasceu Kleber Giacomazzi de Souza Freitas.

Desde pequeno, Kleber já demonstrava paixão pela bola de futebol. Aos 6 anos, a brincadeira ganhou ar de seriedade quando ele foi levado para a escolinha do bairro onde morava: o Seno. Não demorou para que o olhar treinado do professor Ari percebesse no menino um talento a ser lapidado. "Uma das grandes alegrias é que, antes de falecer, o Ari ainda me viu jogando pelo São Paulo", conta Kleber.

A ida para o Tricolor Paulista ocorreu durante um jogo entre o Seno e o São Paulo. O treinador do então rival, Paulo Nani, era amigo de Ari e viu muitas qualidades em Kleber, principalmente para fazer gols. A esta altura já estava desenhado o destino esperado por José Bonifácio. Kleber caminhava para ser um atleta profissional. "Jamais me imaginei fazendo outra coisa. Nunca pensei em desistir", conta o jogador.

Em 2003, aos 20 anos, Kleber se profissionalizou jogando pelo São Paulo. Como não poderia deixar de ser, os ídolos eram do time do Morumbi, nomes como Raí, Denílson e França. Como o jovem goleador estava num momento muito bom no São Paulo, fazendo gols no Brasileiro e na Sul-americana (foi vice-artilheiro com 5 gols), naturalmente surgiram propostas do exterior.

Além do orgulho pelo reconhecimento, a proposta vinda da Ucrânia pelo Dynamo de Kiev foi irrecusável. "Foi uma satisfação grande ter meu trabalho valorizado fora do país", relembra Kleber. E o atacante, que tinha acabado de passar com sucesso pela Seleção Sub-20 campeã mundial, seguiu para o futebol ucraniano no início de 2004.

No gelado país europeu, Kleber passou a colecionar títulos: Campeão Ucraniano (2004, 2007) e Copa da Ucrânia (2005, 2006, 2007). Sua raça, coragem, força, determinação e técnica, deram-lhe o apelido de O Gladiador.

No início de 2008, Kleber voltou ao Brasil para jogar pelo Palmeiras. Com grandes atuações e gols decisivos (como o da final do Paulista do mesmo ano), caiu nas graças da torcida palmeirense. Logo nos primeiros meses de seu retorno ao país, foi fundamental para que a equipe alviverde conquistasse o título de Campeã Paulista de 2008.

Depois de um ano de sucesso defendendo o time do Palmeiras, o Gladiador acabou sendo contratado pelo Cruzeiro de Minas Gerais. Logo em sua estreia, o agora, Gladiador Celeste, conquistou a torcida azul marcando 2 gols na primeira partida do Cruzeiro na Libertadores 2009 frente ao Estudiantes da Argentina. Passado 1 ano e meio no Cruzeiro, Kleber conquistou o campeonato Mineiro de 2009 e também foi vice campeão da Libertadores no mesmo ano.

Mas, uma proposta do Palmeiras no meio do ano de 2010 fez Kleber balançar o coração. Um sonho estava prestes a ser realizado. Sua volta ao Palmeiras. "Tenho muito respeito pelo Cruzeiro. Tudo o que falarem ao contrário é mentira. Mas, sempre fui sincero. Aqui é minha casa. O Palmeiras é o time do meu coração e jogar no seu time do coração é uma sensação indescritível. Juntos, espero fazer o Palmeiras retomar a conquista dos títulos", finaliza o atacante.


Com vocês: Kleber, O Gladiador.